Dia 5 – 06 de setembro de 2017 – Quarta-feira: A surpreendente Morretes!

Passamos mais uma noite no Santuário Nhundiaquara, a convite do Eliéser. Como já falei no post anterior, o local está sendo reformado e em breve reabrirá para o público. O lugar é lindo e tranquilo. Barulho somente dos sapos, à noite. Durante o dia, o rádio dos goianos que reformam a oca de palha é que corta o silêncio.

Era dia de conhecermos mais da cidade de Morretes. Ao meio dia fomos conhecer o Restaurante Manacá da Serra. Um lugar simples mas com uma comidinha muito saborosa! Lá eles também servem o famoso e típico Barreado. Mas é o prato de filé de pescada a rolê que nos surpreendeu. Servido na folha de bananeira, o filé é recheado com palmito, enrolado, empanado e depois frito. Ruim né? Agora coloque um saboroso molho de camarões por cima! Hummmm! E seu eu disser que acompanha um arrozinho com banana da terra e gengibre? Salivo só de lembrar. Simples, caprichado, bem servido e delicioso!

Mas o Manacá da Serra tem mais novidade. Eles tem opções veggie! Tem Barreado Veggie feito com Jaca (foto abaixo), Peixe Veggie feito com Tofu e algas e Feijoada Veggie. Legal né? Provamos o Barreado Veggie e é muito temperado, principalmente com cominho. Se você não gosta de cominho, melhor manter distância. E claro, se você não é vegetariano ou não segue a filosofia veggie, vai dizer que Barreado tem que ser com muita carne e ponto final. Mas achamos muito legal encontrar um restaurante que se preocupa em oferecer uma alimentação para quem não come derivados de origem animal. Ponto para o Manacá da Serra!

Depois de comer muito bem, fomos ao encontro da Miriam, proprietária da Pousada Graciosa e esposa do Curt, o mestre cervejeiro da única cervejaria artesanal da cidade: a microcervejaria Porto de Cima! Curt, que é americano e passou a viver em Morretes desde 2007, produz sozinho vinte tipos de cervejas artesanais diferentes. E tudo começou com uma produção para consumo próprio, anos atrás, quando o mercado ainda não oferecia cervejas artesanais de qualidade. Hoje ele vende suas cervejas na pousada Graciosa e também em restaurantes de Morretes e Curitiba.

O mais curioso da cerveja de Curt está nos rótulos! As cervejas receberam os nomes de pássaros locais e, eventualmente, de outros animais da fauna local. Pica-pau Ambar, João de Barro Bitter Ale, Bafo do Sapo Stout, Borrachudo Bock, são alguns exemplos. O batizado das cervejas tem sempre uma história divertida por trás! Foi uma delícia conhecer um pouco da pousada da cervejaria, da Miriam e do Curt.

Mas o dia ainda não havia acabado!! Miriam nos colocou em contato com a Porto Morretes, que fabrica cachaça orgânica de alta qualidade. Em 2016 a Porto Morretes conquistou o 1º lugar na Cúpula da Cachaça, sendo considerada, portanto, a melhor cachaça do Brasil! A cachaça premiada leva o nome de Porto Morretes Premium e é envelhecida 3 anos em barris de carvalho.

Quem nos recebeu na Porto Morretes foi a Bruna, uma querida, que ficou conosco depois do seu horário de expediente, numa véspera de feriadão, pra nos explicar tudo sobre a história da fábrica e do processo de fabricação da cachaça.

Mais um dia cheio de aprendizado e de contato com pessoas incríveis que vão fazendo parte dessa história chamada PROVANDO O MUNDO.

Já falei que Miriam nos cedeu uma casa para passar a noite?? Pois então, não foi um quarto, foi uma casa mesmo que fica na propriedade sede da Pousada Graciosa! Um lugar lindo, no meio de árvores, pássaros e de muita tranquilidade. Miriam, nosso muuuuito obrigado por nos acolher e nos proporcionar momentos muito agradáveis.

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